Em sessão extraordinária, Segunda Câmara do CFOAB julga 23 processos

A Segunda Câmara do Conselho Federal da OAB realizou, nesta sexta-feira (11/9), sessão extraordinária virtual, sob a presidência da secretária-geral adjunta da OAB Nacional e presidente do órgão colegiado, Christina Cordeiro.

Na sessão, foram pautados 26 processos. Ao todo, 23 tiveram julgamento concluído, enquanto outros dois obtiveram pedido de vista e mais um obteve adiamento após sustentação oral.

A Segunda Câmara é responsável pela apreciação de matérias relacionadas à inscrição nos quadros da OAB, incompatibilidades e impedimentos para o exercício da advocacia, além de outros temas de sua competência regimental.

Comissão de Judicialização da Saúde define ações para ampliar transparência dos NatJus

A Comissão de Judicialização da Saúde definiu, nessa quinta-feira (10/9), uma série de ações voltadas ao aprimoramento da atuação da advocacia na área. Entre as principais deliberações estão a proposta de solicitar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) um levantamento sobre o funcionamento dos Núcleos de Apoio Técnico do Poder Judiciário (NatJus) nos estados, a realização de eventos regionais em 2027 e a atuação do colegiado em temas legislativos relacionados à saúde.

Para o vice-presidente da Comissão de Judicialização da Saúde, José Marco Tayah, as iniciativas buscam aproximar a advocacia das discussões que têm impacto direto na judicialização da saúde e contribuir para o aperfeiçoamento dos mecanismos de apoio às decisões judiciais. “Precisamos conhecer as diferentes realidades dos estados, identificar os desafios enfrentados pela advocacia e construir propostas que tragam mais transparência e segurança para quem atua na área da saúde. Esse diálogo com o CNJ, com as seccionais e com outras instituições é fundamental para avançarmos de forma coordenada”, afirmou.

A transparência e o funcionamento dos NatJus estiveram entre os principais assuntos debatidos. Os participantes apontaram diferenças na estrutura e nos procedimentos adotados, além de questões relacionadas aos prazos para elaboração de pareceres e à identificação dos profissionais responsáveis pelas análises técnicas.

Diante desse cenário, a Comissão decidiu propor o envio de ofício ao CNJ para solicitar um levantamento nacional sobre os núcleos. A iniciativa pretende contribuir para o mapeamento das estruturas existentes e ampliar a transparência sobre os profissionais envolvidos, os procedimentos adotados e os prazos praticados.

Tayah destacou que o levantamento poderá oferecer à Comissão um panorama mais preciso sobre o funcionamento desses núcleos. “A ideia é compreender como os NatJus estão estruturados e, a partir desse diagnóstico, avaliar caminhos para tornar os procedimentos mais transparentes e uniformes. Para a advocacia, é importante ter clareza sobre os profissionais responsáveis pelas análises e sobre os prazos envolvidos nesse processo”, ressaltou.

25ª CNAB: quarto eixo destaca desafios e avanços na defesa das prerrogativas da advocacia

Os direitos fundamentais da advocacia e os desafios para o pleno exercício profissional estarão no centro dos debates do Eixo Temático 4 da 25ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira. Em cinco painéis, especialistas e representantes do meio jurídico discutirão questões essenciais ao exercício da advocacia, como ampla defesa e contraditório, criminalização da advocacia criminal, honorários, sustentação oral e oratória, e proteção das prerrogativas. Maior evento jurídico da América Latina, a Conferência será realizada de 23 a 25 de novembro, no Centro de Convenções Salvador, na capital baiana.

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A programação do Eixo 4 reúne os painéis 4, 14, 24, 34 e 44, distribuídos ao longo dos três dias do evento. Os debates começam no primeiro dia (23/11), com o Painel 4, “Os Direitos Fundamentais da Ampla Defesa e do Contraditório e a Advocacia como Essencial à Realização da Justiça”, das 14h30 às 18h. A abordagem será centrada na proteção dos direitos fundamentais de defesa e contraditório e na atuação indispensável da advocacia para a Justiça. 

No dia seguinte (24/11), as discussões prosseguem com o Painel 14, “Criminalização da Advocacia Criminal”, das 9h às 12h30. O debate abordará os riscos de criminalização indevida da atuação profissional e na garantia das prerrogativas da advocacia criminal. À tarde, das 14h às 18h, será realizado o Painel 24, “Honorários da Advocacia”, com foco nos desafios relacionados à fixação, ao recebimento e à valorização dos honorários advocatícios.

No último dia da Conferência (25/11), o Eixo 4 terá outros dois debates. Pela manhã, das 9h às 12h30, o Painel 34 discutirá “Defesa das Prerrogativas da Advocacia”. O objetivo é abordar os principais desafios enfrentados pela advocacia e as estratégias para assegurar o respeito às prerrogativas profissionais. 

Encerrando a programação do eixo temático, o Painel 44, “Prerrogativas, Sustentação Oral e Oratória”, será realizado das 14h às 18h. O encontro discutirá a importância da sustentação oral para a defesa dos interesses dos clientes e o aprimoramento da atuação profissional. 

Todos os painéis do Eixo 4 ocorrerão no Auditório 4 do Centro de Convenções Salvador, com capacidade para 600 pessoas. A programação está sujeita a alterações.

Eixos

Com o tema “Direito e Tecnologia: O Futuro da Advocacia na Sociedade Digital”, a programação científica da 25ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira (CNAB) está organizada em dez eixos temáticos, cada um composto por cinco painéis. Ao todo, serão 50 painéis, além de 30 eventos especiais e uma conferência magna, com a participação de quase 400 palestrantes nacionais e internacionais.

O Eixo 4 será dedicado às “Prerrogativas Profissionais da Advocacia”. Os demais abordarão direitos fundamentais, democracia e tecnologia; inteligência artificial e futuro da prática jurídica; exercício da advocacia na sociedade digital; acesso à Justiça, desjudicialização e inovação processual; tecnologia, gênero, raça e vulnerabilidades; advocacia e administração pública; trabalho, e transformações do mundo do Direito.

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25ª CNAB: terceiro eixo temático debate exercício da advocacia na sociedade digital

25ª CNAB: regulação, governança e prática jurídica colocam IA no centro dos debates do segundo eixo temático

25ª CNAB: Democracia, direitos fundamentais e tecnologia estão no centro do debate do primeiro eixo temático

Corregedoria da OAB Nacional realiza correição na seccional de Minas Gerais

A Corregedoria da OAB Nacional realizou, na última quinta-feira (3/9), correição na seccional de Minas Gerais, dando continuidade ao cronograma de inspeções conduzido pelo Conselho Federal. A atividade teve como foco verificar a regularidade da tramitação dos processos ético-disciplinares no âmbito do Tribunal de Ética e Disciplina (TED). 

Os trabalhos foram conduzidos pela corregedora nacional adjunta, Juliana Modesto, que destacou a dimensão e a estrutura encontradas na OAB-MG. “A correição nos permitiu conhecer uma realidade que impressiona, antes de tudo, pela sua dimensão. Estamos falando de uma seccional com cerca de 150 mil advogados inscritos e de um TED que reúne mais de 300 pessoas entre colaboradores voluntários e funcionários”, afirmou.

Segundo Juliana Modesto, os resultados alcançados pela atual gestão do TED impressionaram a equipe da Corregedoria Nacional. “Para além da estrutura, o que mais nos chamou a atenção foram os resultados. A atual gestão conseguiu reduzir em aproximadamente 90% o número de prescrições. Esse é um dado extremamente relevante, pois combater a prescrição significa combater a sensação de impunidade e fortalecer a confiança da advocacia”, acrescentou.

A corregedora também destacou as recomendações feitas à seccional. “O grande desafio agora é fazer com que essa excelência que encontramos em Belo Horizonte alcance, cada vez mais, as subseções do interior. Para  a Corregedoria Nacional é muito gratificante acompanhar essa evolução. A integração entre as seccionais e o Conselho Federal é fundamental para que possamos fortalecer, em todo o País, um sistema ético-disciplinar eficiente, que dê respostas efetivas e contribua para uma advocacia cada vez mais ética e respeitada pela sociedade”, concluiu.

Também participaram da agenda a secretária-geral adjunta e corregedora da OAB-MG, Cassia Marize Hatem Guimarães; o presidente do TED da OAB-MG, Donaldo José de Almeida; o 2º vice-presidente do TED, Felipe André Laranjo; e a 3ª vice-presidente do TED e presidente da Comissão de Admissibilidade e Instrução da seccional mineira, Maria Flávia Cardoso Máximo.

OAB Nacional leva ao CNJ ponderações para o aperfeiçoamento da regulamentação de precatórios

O Conselho Federal da OAB integrou, nessa quarta-feira (9/9), a Audiência Pública dos Atos Normativos Relacionados aos Precatórios, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O encontro reuniu representantes de diversos setores para debater o aperfeiçoamento da gestão dos precatórios e a ampliação da efetividade do cumprimento das decisões judiciais relacionadas ao tema. Entre as propostas em discussão estão a elaboração de uma nova Resolução Geral de Precatórios, em substituição à Resolução CNJ 303/2019, a instituição de uma política judiciária nacional para a matéria e a definição de parâmetros para a cessão de créditos de precatórios.

A Ordem foi representada na abertura do evento pela vice-presidente da Comissão Especial de Precatórios do Conselho Federal, Jucilene de Campos dos Santos, que apresentou à mesa as ponderações da entidade sobre a proposta de nova regulamentação dos precatórios em análise pelo CNJ.

Ele destacou que a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.873, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), questiona dispositivos da Emenda Constitucional 136 relacionados a matérias já examinadas pela Corte sob a perspectiva das garantias constitucionais, embora a ação ainda aguarda julgamento.

Sobre a minuta da nova Resolução Geral de Precatórios, a representante da OAB apresentou ponderações relativas aos critérios de atualização dos créditos, especialmente à incidência de juros moratórios sobre o principal sem atualização e à aplicação da Taxa Selic apenas sobre o principal, apesar de o artigo 82, § 1º da proposta, reconhecer que o valor consolidado abrange o principal atualizado e os juros de mora acumulados. 

Também ressaltou a necessidade de segurança jurídica, transparência e fiscalização bilateral, abrangendo os aportes dos entes devedores e a atuação dos tribunais, além da participação consultiva da OAB. Para ela, o êxito do regime proposto deve ser medido pela capacidade de pagar corretamente, com transparência e em tempo razoável, preservando integralmente o crédito reconhecido ao credor.

Compuseram a mesa de abertura da audiência pública a conselheira e supervisora institucional da Política Judiciária de Gestão dos Precatórios e presidente do Comitê Nacional de Precatórios do Fórum Nacional de Precatórios, Andréa Cunha Esmeraldo; o conselheiro Rodrigo Badaró; a juíza auxiliar da presidência e coordenadora da Política Judiciária de Gestão dos Precatórios, Paula Navarro; o juiz do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia e secretário-geral do Comitê Nacional de Precatórios do Fórum Nacional de Precatórios, Sadraque Oliveira Rios; e a desembargadora Cristina Melo.

Ao abrir os trabalhos, Andréa Cunha Esmeraldo ressaltou que “falar sobre precatórios é falar sobre a efetividade da justiça, de segurança jurídica, de responsabilidade do estado e também da legítima expectativa de quem aguarda o recebimento de um direito já reconhecido pelo poder judiciário”.

Representando a Corregedoria Nacional de Justiça, a desembargadora Cristina Melo afirmou haver “uma vontade coletiva de construir uma agenda comum” para enfrentar o tema, destacando que já existem diálogo institucional instaurado e integração tecnológica em curso, com uma construção conjunta que, ao final, deve resultar em uma política estruturada.

A juíza Paula Navarro, por sua vez, contextualizou o momento da política de precatórios ao lembrar que a Emenda Constitucional 136 completa um ano de vigência, período marcado por desafios na implementação das inovações trazidas pela mudança no regime dos precatórios.

Também participaram da audiência pública, representando a OAB, os presidentes de comissões de precatórios de seccionais estaduais: Daniel Nogueira Starling, por Minas Gerais; André Renato Miranda Andrade, pelo Paraná; e Lino de Carvalho Cavalcante, pelo Distrito Federal. 

OAB Nacional e seccionais definem medidas sobre apurações no STF

O Conselho Federal da OAB e os presidentes das 27 seccionais definiram, nesta quarta-feira (9/9), em Brasília, medidas institucionais diante dos fatos envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e integrantes de outras instituições da República. As deliberações ocorreram durante reunião extraordinária do Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais, convocada pelo presidente nacional da Ordem, Beto Simonetti.

Após a reunião, a OAB protocolou no STF petição com as medidas aprovadas pelo Colégio de Presidentes. Entre os pedidos, a entidade solicitou acesso aos elementos de prova, relatórios, manifestações e demais documentos relacionados aos fatos em apuração, inclusive aqueles submetidos a sigilo, na extensão juridicamente possível e observadas as cautelas determinadas pela Corte.

Leia a petição

A entidade também solicitou que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se abstenha de atuar na PET 16.662/DF, procedimento relacionado a desdobramentos da Operação Compliance Zero, com a atuação do Ministério Público Federal (MPF) por meio de seu substituto legal. Além disso, a OAB requer a instauração dos procedimentos investigativos cabíveis para apurar eventuais ilícitos relacionados aos fatos, sem distinção em razão do cargo ou da função das autoridades eventualmente envolvidas.

Segundo a Ordem, a apuração deve ser individualizada, com delimitação dos fatos e observância das regras constitucionais e legais de competência, asseguradas as garantias do devido processo legal, da ampla defesa e da presunção de inocência. Para a entidade, é por meio da investigação regular, e não de presunções ou conclusões antecipadas, que devem ser esclarecidos fatos de tamanha relevância institucional. 

Conforme a entidade, o pedido não pretende interferir na apuração, substituir as autoridades competentes ou conferir publicidade irrestrita a informações protegidas por lei. O intuito é assegurar à OAB conhecimento institucional suficiente dos elementos efetivamente documentados, inclusive daqueles submetidos a sigilo, na extensão juridicamente possível e mediante as cautelas que o STF entender necessárias.

O Colégio de Presidentes deliberou ainda pelo reforço do pedido de conclusão e arquivamento de inquéritos de natureza expansiva e duração indefinida, em especial o Inquérito 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News.

Outra medida aprovada foi a criação de uma comissão, formada por integrantes da Diretoria do Conselho Federal e presidentes de seccionais, que ficará responsável por analisar os documentos e elaborar parecer sobre a conduta dos ministros. O material produzido será submetido ao Conselho Pleno da OAB, que, a partir da análise, poderá deliberar sobre a adoção de eventuais medidas judiciais.

Durante a reunião extraordinária, todos os representantes das seccionais tiveram espaço para apresentar suas avaliações e demandas sobre os temas em discussão. Após as manifestações, o Colégio de Presidentes construiu um encaminhamento de consenso, que resultou nas medidas aprovadas pela representação nacional da advocacia.

A Ordem ressalta que as medidas não representam antecipação de responsabilidades ou juízo sobre a conduta de qualquer autoridade. A entidade defende que os fatos sejam esclarecidos por meio de investigação regular, com respeito às garantias constitucionais, ao devido processo legal e às prerrogativas da advocacia.

Participação

Participaram da reunião o presidente nacional da OAB, Beto Simonetti; a secretária-geral do CFOAB, Rose Morais; a secretária-geral adjunta da entidade, Christina Cordeiro; o diretor-tesoureiro da OAB Nacional, Délio Lins e Silva Júnior; a coordenadora do Colégio de Presidentes e presidente da OAB-BA, Daniela Borges; além dos presidentes seccionais Rodrigo Aiache (AC), Vagner Paes (AL), Jean Cleuter (AM), Christiane Leitão (CE), Paulo Maurício Poli (DF), Erica Neves (ES), Kaio Saraiva (MA), Gisela Cardoso (MT), Bitto Pereira (MS), Gustavo Chalfun (MG), Sávio Barreto (PA), Luiz Fernando Pereira (PR), Ingrid Zanella (PE), Raimundo Júnior (PI), Carlos Kelsen (RN), Leonardo Lamachia (RS), Ednaldo Vidal (RR), Danniel Costa (SE) e Gedeon Pitaluga (TO); bem como os membros honorários vitalícios Cezar Britto e Ophir Cavalcante Junior.

Também compareceram, representando os presidentes de suas seccionais, o conselheiro federal pelo Amapá Valdetário Monteiro; o vice-presidente da OAB-GO, Thales José Jayme; a presidente em exercício da OAB-PB e diretora-tesoureira, Jullyanna Albino Apolinário; o diretor-tesoureiro da OAB-RJ, Fábio Nogueira; o conselheiro federal por Rondônia e procurador nacional de Defesa das Prerrogativas, Alex Sarkis; o conselheiro federal por Santa Catarina Rafael Horn; e a conselheira federal por São Paulo Patrícia Vanzolini; além do conselheiro federal pelo Mato Grosso, Marcos Vinicius Rodrigues, e o conselheiro federal pelo Paraná, Cássio Teles.

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OAB Nacional lamenta falecimento da advogada Pamella Suelen de Oliveira Alves

O Conselho Federal da OAB recebeu, com profundo pesar, a notícia do falecimento da advogada Pamella Suelen de Oliveira Alves, aos 40 anos, ocorrido nesta quarta-feira (9/9). Integrante da Comissão Especial de Direito de Família do CFOAB, Pamella Suelen também presidia a Comissão de Direito de Família e Sucessões da OAB-RR.

Ao longo de sua trajetória, a advogada teve atuação destacada no Sistema OAB e na área do Direito de Família, contribuindo de forma relevante para o fortalecimento da advocacia roraimense e para o desenvolvimento da atuação institucional em defesa da classe e da sociedade.

Em nota conjunta, a OAB-RR e a Caixa de Assistência dos Advogados de Roraima (CAARR) também lamentaram a perda e destacaram a trajetória e a contribuição de Pamella Suelen para a advocacia e para o Sistema OAB.

Neste momento de dor e luto, o Conselho Federal da OAB manifesta solidariedade aos familiares, amigos, alunos e colegas de Pamella Suelen de Oliveira Alves, desejando força e conforto a todos que tiveram a oportunidade de conviver com ela.

OAB Nacional leva ao Ministério da Previdência demandas da advocacia sobre acesso aos serviços do INSS

O Conselho Federal da OAB levou ao Ministério da Previdência Social demandas para aprimorar o acesso da advocacia aos sistemas e serviços do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre os principais pontos apresentados, nesta terça-feira (8/9), estão os bloqueios de senhas do Gerid, que é a plataforma digital do INSS e da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência  (Dataprev) de uso exclusivo para advogados cadastrados e entidades conveniadas, como a OAB, para realizar requerimentos e gerenciar processos administrativos do INSS Digital. A Ordem também tratou da ampliação dos serviços previstos no Acordo de Cooperação Técnica (ACT) formalizado entre o INSS e a entidade, da retomada de canais especializados de atendimento à advocacia e de questões relacionadas à senha Gov.br.

As demandas foram apresentadas ao ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, durante reunião voltada à busca de soluções para aprimorar o acesso da advocacia aos serviços previdenciários. O encontro também permitiu avançar no diálogo sobre medidas que garantam  mais segurança, eficiência e continuidade na utilização dos sistemas do INSS por advogadas e advogados.

O diretor-tesoureiro do CFOAB, Délio Lins e Silva Jr., destacou que a atuação da advocacia contribui para a qualificação dos requerimentos administrativos e, consequentemente, para a melhoria dos serviços prestados pelo INSS. Durante o encontro, foi ressaltado que a orientação jurídica permite que os pedidos sejam apresentados de forma mais estruturada, contribuindo também para a correta análise dos direitos dos segurados.

“A advocacia tem papel fundamental na qualificação dos processos administrativos previdenciários. Quando o segurado conta com orientação jurídica, os pedidos chegam mais bem formulados e instruídos, o que contribui para o trabalho do INSS e também para a redução da judicialização. Precisamos garantir condições adequadas para que advogadas e advogados exerçam esse trabalho e para que o cidadão tenha seus direitos analisados de forma mais eficiente”, afirmou.

A presidente da Comissão Especial de Direito Previdenciário do CFOAB e conselheira federal pela OAB-PE, Shynaide Mafra, que participou da reunião de forma remota, destacou que o cenário exige soluções de alcance nacional, capazes de garantir à advocacia previdenciária acesso adequado aos serviços do INSS sem afastar os mecanismos necessários de segurança.

“Precisamos construir soluções que conciliem a segurança dos sistemas com o pleno exercício da advocacia previdenciária. São dificuldades que atingem profissionais em diferentes estados e que têm reflexos diretos no atendimento ao segurado. O diálogo da OAB Nacional com o Ministério e o INSS é fundamental para ampliarmos os serviços, aperfeiçoarmos os canais de atendimento e garantirmos condições adequadas para a atuação da advocacia em todo o país”, afirmou Shynaide Mafra.

Encaminhamento às demandas

Ao receber os representantes da advocacia, o ministro da Previdência Social informou que o Ministério dará encaminhamento às questões apresentadas e indicou a necessidade de uma nova interlocução com o INSS e com as áreas técnicas responsáveis.

Ao tratar dos bloqueios de acesso, Wolney Queiroz reconheceu a necessidade de mecanismos de segurança, mas ressaltou a importância de estabelecer critérios e dar agilidade à solução dos casos em que seja constatado que não houve invasão ou utilização indevida da ferramenta. O ministro também apontou a necessidade de envolver a área técnica e a Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI) na discussão sobre o aprimoramento do fluxo.

“Vamos tomar as providências para nos reunir com o INSS”, afirmou Queiroz. Ao final do encontro, o ministro reiterou que o Ministério da Previdência Social está à disposição da OAB Nacional para dar continuidade às tratativas e avançar na busca de soluções para as demandas apresentadas. 

Bloqueios de senhas

Um dos principais pontos levados pela OAB Nacional ao Ministério foi o bloqueio de senhas do Gerid. Conforme relatado durante a reunião, profissionais de diferentes estados tiveram o acesso ao sistema interrompido, inclusive advogadas e advogados que utilizavam regularmente a ferramenta para o acompanhamento de demandas previdenciárias.

O CFOAB reconheceu a importância das medidas de segurança, mas defendeu a criação de um fluxo capaz de distinguir, com rapidez, situações que efetivamente envolvam risco de segurança daquelas em que não tenha ocorrido fraude, invasão ou utilização irregular. Também foram relatados casos de profissionais que permanecem sem acesso por períodos prolongados e dificuldades na obtenção de respostas aos pedidos de regularização.

Atendimento especializado

Também presente ao encontro, a presidente da Subseção de Taguatinga e vice-presidente do Tribunal de Defesa das Prerrogativas da OAB-DF com atuação em Direito Previdenciário e na Justiça Federal, Wanessa Aldrigues, destacou que as dificuldades enfrentadas pela advocacia previdenciária não se restringem aos bloqueios do Gerid.

“Temos hoje uma advocacia previdenciária muito atuante em todo o Brasil e que está sofrendo com as consequências dos bloqueios das senhas do Gerid e dos serviços fornecidos pelo INSS que podem ser melhorados com um novo acordo de cooperação técnica. Essa tratativa fará toda a diferença na negociação da OAB Nacional com o INSS para que tenhamos serviços mais amplos e uma parceria que já existia e que agora está sendo reforçada”, afirmou Wanessa Aldrigues.

De acordo com os relatos apresentados, demandas que antes podiam ser solucionadas por canais especializados voltaram a depender do atendimento presencial. A dirigente destacou, nesse sentido, a necessidade de restabelecer e aprimorar esses mecanismos de atendimento à advocacia.

Segundo ela, a retomada do atendimento anteriormente disponível em alguns estados, como no Distrito Federal, pode ser viabilizada no âmbito do ACT. Wanessa Aldrigues também apontou os impactos da interrupção, em diversas regiões do País, dos atendimentos especializados prestados por servidores do INSS nas estruturas da OAB, serviço que contribuía para facilitar o exercício profissional da advocacia. “Falamos também sobre as questões relacionadas à senha Gov.br. Precisamos avançar nessas tratativas para atender às demandas da advocacia e fortalecer essa parceria com o INSS”, acrescentou.

Durante o encontro, foi lembrado que o modelo de atendimento especializado permitia concentrar diferentes demandas em uma única interlocução com servidores do INSS, tornando a solução dos problemas mais ágil e reduzindo a necessidade de deslocamento dos profissionais às agências.

Os representantes da OAB também defenderam a ampliação dos serviços previstos no ACT. Eles afirmaram que a redução da oferta fez com que demandas que antes poderiam ser solucionadas por canais especializados voltassem a depender do atendimento presencial.

Experiência positiva

Na ocasião, o presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Poli, ressaltou a experiência positiva do atendimento especializado realizado anteriormente por servidores do INSS dentro da estrutura da seccional. O modelo, segundo os relatos apresentados no encontro, permitia que um advogado concentrasse demandas de diferentes beneficiários em um único atendimento, proporcionando maior agilidade ao trabalho.

“Quando tínhamos esse atendimento especializado, conseguíamos concentrar as demandas e dar uma resposta muito mais eficiente à advocacia. Hoje, o advogado volta para a agência para resolver questões que poderiam ser tratadas em um canal próprio. Recuperar e aprimorar esse fluxo beneficia o INSS e a atuação dos advogados em prol da defesa da sociedade”, afirmou Poli.

Foi destacado, ainda, que o modelo especializado possibilita o atendimento de diferentes demandas apresentadas por um mesmo profissional sem a necessidade de reiniciar o fluxo para cada beneficiário.

Senha Gov.br

As dificuldades relacionadas à senha Gov.br também integraram a pauta apresentada ao Ministério da Previdência. A OAB Nacional apontou que questões envolvendo acesso, credenciais e procurações têm impacto relevante na rotina da advocacia previdenciária e acabam gerando novas demandas de atendimento.

Os representantes institucionais defenderam que a segurança dos sistemas seja preservada, mas ressaltaram a necessidade de construir soluções que conciliem essa proteção com o exercício profissional e o acesso aos serviços previdenciários. Também foi relatado que questões relacionadas às credenciais passaram a representar parcela expressiva dos atendimentos demandados pela advocacia.

Diálogo institucional

O CFOAB reforçou a importância da manutenção de um canal permanente de diálogo com o Ministério da Previdência Social e o INSS. O objetivo é acompanhar os encaminhamentos das demandas apresentadas e construir soluções que garantam estabilidade e eficiência no acesso da advocacia aos serviços previdenciários.

A OAB Nacional ressaltou, ainda, que a intenção é fortalecer a cooperação institucional já existente, evitando que a digitalização dos serviços resulte em obstáculos ao exercício profissional e buscando soluções que também contribuam para melhorar o atendimento aos segurados.

Ao final, ficou indicada a continuidade das tratativas com o INSS e com as áreas técnicas responsáveis, especialmente para avançar na análise dos bloqueios do Gerid, na ampliação dos serviços disponibilizados à advocacia e no aperfeiçoamento dos canais de atendimento.

Também participaram da reunião o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Felipe Cavalcante e Silva; a chefe de Gabinete do ministro, Milana Fontes Teles; o assessor especial do ministro, Izac Menezes; o advogado João Carlos Affe; a procuradora-geral adjunta de Prerrogativas da OAB-DF, Fabiane Ribeiro Maciel Amorim; a chefe de Gabinete da OAB-DF, Bruna Lorrainy Araujo Neves; a advogada Aline Lins de Azevedo Lopes; o advogado Carlos Eduardo de Azevedo Lopes; e o diretor de Prerrogativas da OAB-DF, Flávio Fonseca.

Comissão de Direito Penal Econômico debate temas de impacto para a advocacia e propostas legislativas

A Comissão Especial de Direito Penal Econômico da OAB Nacional reuniu-se extraordinariamente, nesta terça-feira (8/9), para avaliar questões recentes com repercussão sobre a atuação da advocacia e o sistema de Justiça, além de discutir propostas de aprimoramento legislativo na área. As contribuições do colegiado serão encaminhadas à Diretoria do Conselho Federal e à Coordenação-Geral das Comissões e das Procuradorias da entidade.

Sob a presidência do conselheiro federal pelo Piauí Lucas Villa, os integrantes analisaram os possíveis reflexos do atual cenário institucional para a advocacia que atua no Direito Penal Econômico, especialmente diante de questões que podem estabelecer novos parâmetros para a área. O objetivo foi reunir avaliações e propostas da comissão para subsidiar a atuação institucional do Conselho Federal.

Entre os temas debatidos, esteve a proposta de elaboração de um projeto de lei para atualizar a legislação sobre crimes contra o sistema financeiro nacional, atualmente regida pela Lei 7.492/1986, em vigor há cerca de quatro décadas. Os membros da comissão avaliaram que a norma já não acompanha a complexidade das relações econômicas e financeiras contemporâneas e defenderam que a OAB Nacional lidere a articulação da proposta, em conjunto com outras entidades, para sua apresentação formal.

Durante a reunião, também foram discutidos outros temas de interesse institucional para a advocacia, questões relacionadas ao sistema de Justiça e pautas internas. A comissão seguirá debatendo as propostas apresentadas para posterior encaminhamento às instâncias competentes do Conselho Federal.

25ª CNAB: terceiro eixo temático debate exercício da advocacia na sociedade digital

Os impactos da transformação digital sobre o exercício profissional da advocacia estarão no centro dos debates do Eixo Temático 3 da 25ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira. Com cinco painéis, a programação reunirá especialistas e representantes do meio jurídico para discutir temas que vão da modernização do sistema de Justiça e da gestão dos escritórios à ética no uso da inteligência artificial, ao marketing jurídico e ao empreendedorismo na sociedade digital. Maior evento jurídico da América Latina, a Conferência será realizada de 23 a 25 de novembro, no Centro de Convenções Salvador, na capital baiana.

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A programação do Eixo 3 inclui os painéis 3, 13, 23, 33 e 43, distribuídos ao longo dos três dias. Os debates começam no primeiro dia do evento (23/11), com o Painel 3, “Os Novos Rumos do Sistema de Justiça: Eficiência Tecnológica, Metas do CNJ e a Preservação das Garantias Processuais”, das 14h30 às 18h. O encontro abordará os avanços tecnológicos no Sistema de Justiça e a busca por maior eficiência, considerando as metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a necessária preservação das garantias processuais.

No dia seguinte (24/11), as discussões avançam sobre os impactos da transformação digital na organização da advocacia e os desafios éticos relacionados às novas tecnologias. Das 9h às 12h30, o Painel 13, “Escritórios na Era Digital: Gestão, Tecnologia e Legal OPS”, tratará das mudanças na gestão dos escritórios de advocacia, da incorporação de novas tecnologias e das estratégias de Legal Operations (Legal OPS) para tornar a atividade jurídica mais eficiente e inovadora.

À tarde, das 14h às 18h, o Painel 23 abordará “Ética, IA e Processo Disciplinar: Desafios para a OAB e para a Advocacia”. O debate terá como foco as implicações éticas decorrentes do uso crescente da inteligência artificial na atividade profissional, bem como os desafios que as novas ferramentas tecnológicas apresentam para a advocacia, para a atuação da Ordem e para os processos disciplinares.

No último dia da Conferência (25/11), o Eixo 3 terá outros dois debates. Pela manhã, das 9h às 12h30, o Painel 33 discutirá “Marketing Jurídico e Publicidade na Era Digital”, com atenção às transformações provocadas pelas plataformas digitais na comunicação da advocacia e aos limites éticos e profissionais aplicáveis à publicidade jurídica.

Encerrando a programação do eixo temático, o Painel 43, “Empreendedorismo Jurídico na Sociedade Digital”, será realizado das 14h às 18h. O encontro discutirá as novas oportunidades, modelos de atuação e estratégias de inovação e empreendedorismo para profissionais e organizações jurídicas diante das transformações da sociedade digital.

Todos os painéis do Eixo 3 ocorrerão no Auditório 3 do Centro de Convenções Salvador, com capacidade para 600 pessoas. A programação está sujeita a alterações.

Eixos

Com o tema “Direito e Tecnologia: O Futuro da Advocacia na Sociedade Digital”, a programação científica da 25ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira (CNAB) está organizada em dez eixos temáticos, cada um composto por cinco painéis. Ao todo, serão 50 painéis, além de 30 eventos especiais e uma conferência magna, com a participação de quase 400 palestrantes nacionais e internacionais.

O Eixo 3 será dedicado ao “Exercício da Advocacia na Sociedade Digital”. Os demais abordarão direitos fundamentais, democracia e tecnologia; inteligência artificial e o futuro da prática jurídica; prerrogativas; acesso à Justiça, desjudicialização e inovação processual; tecnologia, gênero, raça e vulnerabilidades; advocacia e administração pública; trabalho, saúde e meio ambiente; novos mercados, direito dos negócios e regulação na era digital; e transformações do mundo do Direito.

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