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25ª CNAB: regulação, governança e prática jurídica colocam IA no centro dos debates do segundo eixo temático

Da regulamentação da inteligência artificial à sua incorporação na rotina de escritórios e tribunais, o Eixo Temático 2 da 25ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira (CNAB) apresentará um panorama das transformações que a tecnologia vem provocando no universo jurídico. Entre os dias 23 e 25 de novembro, cinco painéis discutirão os reflexos da IA no exercício profissional, no Sistema de Justiça, na governança algorítmica e no Estado de Direito. O evento será realizado no Centro de Convenções Salvador, na capital baiana.

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Intitulado “Inteligência Artificial e o Futuro da Prática Jurídica”, o Eixo 2 será composto pelos painéis 2, 12, 22, 32 e 42, distribuídos ao longo dos três dias. Os debates abordarão diferentes dimensões das transformações provocadas pela tecnologia no universo jurídico, desde a construção de parâmetros regulatórios até seus reflexos sobre o exercício da advocacia e o Estado de Direito.

A programação do Eixo 2 começa no dia 23 de novembro, das 14h30 às 18h, com o Painel 2, “Marco Regulatório da IA”. O debate abrirá espaço para a análise dos caminhos e desafios relacionados à regulamentação da inteligência artificial.

Na manhã do dia 24, das 9h às 12h30, o Painel 12 abordará a “Prática Jurídica da Advocacia e IA Generativa”. A discussão será voltada às mudanças decorrentes da incorporação dessas ferramentas ao cotidiano profissional e aos novos cenários que se apresentam para a advocacia.

À tarde, das 14h às 18h, o Painel 22, “IA nos Tribunais e no Sistema de Justiça”, dará continuidade à programação. O encontro discutirá a presença crescente da inteligência artificial no ambiente judicial e suas repercussões sobre o funcionamento do Sistema de Justiça.

No último dia da Conferência, 25 de novembro, o Eixo 2 terá outros dois painéis. Das 9h às 12h30, o Painel 32 tratará de “IA, Governança Algorítmica e Estado de Direito”, ampliando o debate sobre a adoção de sistemas automatizados e sua relação com princípios e garantias jurídicas.

Encerrando a programação do Eixo, das 14h às 18h, o Painel 42, “Inteligência Artificial e o Futuro da Prática Jurídica”, promoverá uma reflexão mais ampla sobre as perspectivas da atividade jurídica diante do avanço tecnológico.

Todos os painéis do Eixo 2 serão realizados no Auditório 2 do Centro de Convenções Salvador, com capacidade para 600 pessoas. A programação está sujeita a alterações. 

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25ª CNAB: Democracia, direitos fundamentais e tecnologia estão no centro do debate do primeiro eixo temático

Senado aprova projeto que moderniza estrutura da OAB

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (2/9), o Projeto de Lei (PL) 1.743/2024, de autoria do deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), que altera o Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei 8.906/1994). O texto atualiza a composição da Diretoria do Conselho Federal e permite aos conselhos seccionais criar diretorias regimentais temporárias. A matéria segue para sanção presidencial.

No Conselho Federal, o projeto cria os cargos de diretor administrativo e diretor executivo em substituição ao de secretário-geral adjunto e atualiza a função do corregedor-geral. Nas seccionais, autoriza a criação de diretorias temporárias para atender a demandas específicas, conforme o Regulamento Geral da OAB.

O projeto conta com o apoio da OAB Nacional. A ampliação da Diretoria busca acompanhar o crescimento da advocacia e a maior complexidade das demandas enfrentadas pela instituição. As funções de direção da OAB são exercidas de forma voluntária, sem salário ou qualquer tipo de remuneração. Os dirigentes também não dispõem de cartão corporativo nem recebem diárias em viagens a serviço da instituição. Dessa forma, a criação dos novos cargos não gera despesas dessa natureza para a OAB.

O presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, destacou que a atualização amplia a capacidade de atuação da entidade diante das responsabilidades da advocacia. “A estrutura da OAB precisa estar à altura das responsabilidades que a advocacia exerce na defesa da cidadania, das prerrogativas e do Estado Democrático de Direito. A atualização prevista no projeto fortalece essa capacidade de atuação e prepara a instituição para os desafios que temos pela frente”, afirmou.

O presidente em exercício da OAB Nacional, Délio Lins e Silva Júnior, ressaltou os efeitos da proposta na organização administrativa da entidade. “A proposta permite uma distribuição mais adequada de atribuições no Conselho Federal e dá às seccionais instrumentos para organizar respostas a demandas específicas. É uma mudança que contribui para tornar o funcionamento do Sistema OAB mais eficiente”, disse.

O membro honorário vitalício, procurador constitucional da OAB Nacional e presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, destacou a preservação da unidade institucional com a nova estrutura. “A modernização preserva a unidade institucional da OAB e, ao mesmo tempo, reconhece as diferentes necessidades das seccionais. A previsão de que as diretorias temporárias observem o Regulamento Geral garante que essa flexibilidade ocorra dentro das normas que organizam o Sistema OAB.”

Estrutura adequada ao crescimento da advocacia

A necessidade de atualização está presente na própria fundamentação da proposta. Ao apresentar o projeto, Doutor Luizinho defendeu que os novos cargos reforçam a Diretoria do Conselho Federal e contribuem para o aprimoramento da gestão. Durante a análise na Câmara dos Deputados, o parecer favorável também relacionou a mudança ao crescimento do número de advogados e à necessidade de uma estrutura mais ampla para atender às demandas da classe.

No Senado, o relator Rodrigo Pacheco (PSD-MG) apresentou parecer favorável e uma emenda de redação para estabelecer que a criação das diretorias temporárias pelas seccionais deverá observar o Regulamento Geral da OAB. Durante a votação, Pacheco destacou o pleito do presidente Beto Simonetti e de Marcus Vinicius Furtado Coêlho e mencionou ainda o presidente da OAB-MG, Gustavo Chalfun, e o ex-presidente da seccional Sérgio Leonardo.

Pacheco ressaltou a importância da advocacia para a democracia e para o exercício da cidadania e classificou as alterações como pontuais, mas relevantes para a organização da entidade. “Esse projeto é um projeto muito singelo, porém relevante”, pontuou.

Concad e Ministério do Turismo dialogam sobre projetos de esporte, lazer e bem-estar voltados à advocacia

O coordenador nacional das Caixas de Assistência dos Advogados (Concad), Rodrigo Nóbrega Farias, reuniu-se, nessa terça-feira (1º/9), com o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, para tratar de projetos da OAB nas áreas de turismo, esporte e lazer e solicitar o apoio institucional da pasta às iniciativas.

Entre as propostas está a realização, no próximo ano, de um evento destinado a reunir a advocacia em torno de atividades físicas e ações de promoção da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida. A iniciativa também pretende ampliar a integração entre advogadas e advogados de todo o País.

“Em breve, teremos grandes novidades. Será um projeto único para o ano que vem, um projeto grandioso que estamos sonhando e um passo certo para um evento de grande sucesso”, afirmou Rodrigo Farias.

25ª CNAB: Democracia, direitos fundamentais e tecnologia estão no centro do debate do Eixo 1

Os impactos da tecnologia sobre a democracia, os direitos fundamentais e o Estado de Direito estarão no centro dos debates do Eixo 1 da 25ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira. Com cinco painéis, a programação reunirá especialistas e representantes do meio jurídico para discutir temas que vão dos desafios contemporâneos do constitucionalismo aos efeitos da inteligência artificial sobre as liberdades públicas e o processo eleitoral. Maior evento jurídico da América Latina, a Conferência será realizada de 23 a 25 de novembro, no Centro de Convenções Salvador, na capital baiana.

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A programação do Eixo 1 começa no primeiro dia do evento (23/11), com o painel “A Proteção dos Direitos Fundamentais e os Desafios Contemporâneos do Constitucionalismo Brasileiro”, das 14h30 às 18h.

No dia seguinte (24/11), as discussões avançam sobre os impactos das novas tecnologias na proteção de direitos e no exercício da democracia. Das 9h às 12h30, o Painel 11, “Dignidade Humana na Era Algorítmica: Direitos Fundamentais e a Blindagem das Liberdades Públicas”, abordará os desafios impostos pelo uso crescente de sistemas algorítmicos à garantia das liberdades fundamentais.

À tarde, das 14h às 18h, o Painel 21 tratará de “Democracia Digital: Desinformação, Deepfakes e os Limites Jurídicos da IA no Processo Eleitoral”. O debate terá como foco questões relacionadas ao uso da inteligência artificial no ambiente político-eleitoral, incluindo a disseminação de conteúdos falsos e os desafios jurídicos para a preservação da integridade do processo democrático.

No último dia da Conferência (25/11), o Eixo 1 terá outros dois debates. Pela manhã, das 9h às 12h30, o Painel 31 discutirá “O Novo Modelo de Federalismo a partir da EC 227/2026″. Encerrando a programação do eixo, o Painel 41, “Desafios de Inclusão: Idosos e Pessoas com Deficiência”, será realizado das 14h às 18h.

Todos os painéis do Eixo 1 ocorrerão no Auditório 1 do Centro de Convenções Salvador.

Dez eixos

Com o tema “Direito e Tecnologia: O Futuro da Advocacia na Sociedade Digital”, a programação científica da 25ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira está organizada em dez eixos temáticos, cada um composto por cinco painéis. Ao todo, serão 50 painéis, além de 30 eventos especiais e uma conferência magna, com a participação de quase 400 palestrantes nacionais e internacionais.

O Eixo 1 será dedicado a “Direitos Fundamentais, Democracia e Tecnologia”. Os demais abordarão inteligência artificial e o futuro da prática jurídica; exercício da advocacia na sociedade digital; prerrogativas; acesso à Justiça, desjudicialização e inovação processual; tecnologia, gênero, raça e vulnerabilidades; advocacia e administração pública; trabalho, saúde e meio ambiente; novos mercados, direito dos negócios e regulação na era digital; e transformações do mundo do Direito.

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Último dia de lote promocional para a 25ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira em Salvador

Advocacia com deficiência terá desconto de 30% na inscrição da 25ª Conferência Nacional, em Salvador

Comissão de Defesa do Consumidor avança na produção de obra coletiva e eventos

A Comissão Especial de Defesa do Consumidor do Conselho Federal da OAB avançou na preparação de uma obra coletiva dedicada a temas da área, com previsão de reunir 20 artigos. O andamento da publicação foi discutido durante reunião ordinária do colegiado realizada nesta segunda-feira (31/8).

Conduzido pelo presidente da comissão, Walter Moura, o encontro também tratou da participação do colegiado em eventos previstos para os próximos meses e de iniciativas relacionadas à defesa do consumidor.

“Temos buscado construir uma atuação permanente e integrada, que vá além dos debates da comissão e produza resultados concretos para a advocacia e para a sociedade. A publicação desta obra e a participação nos próximos eventos são parte desse esforço de ampliar a discussão sobre os desafios atuais das relações de consumo e fortalecer a atuação da OAB nessa área”, afirmou Moura. 

A publicação está em fase final de organização, com prazo até 15 de setembro para o recebimento dos artigos ainda pendentes. Durante a reunião, Moura informou que está sendo avaliada a possibilidade de publicação comercial da obra por uma editora de maior alcance.

Também está prevista a participação de um representante do Conselho Federal da OAB  na apresentação ou no prefácio da publicação. A organização dos textos está sendo acompanhada pela comissão, que criou um canal específico para centralizar o recebimento do material.

Agenda de eventos

Entre as próximas atividades, a comissão discutiu os preparativos para evento que será realizado nos dias 17 e 18 de setembro, em Mato Grosso do Sul. A programação terá atividades relacionadas à defesa do consumidor e deverá incluir um painel sobre litigância abusiva.

A comissão também confirmou um painel dedicado ao Direito do Consumidor durante a 25ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, a ser realizada em Salvador. A atividade está prevista para 24 de novembro, às 14h, e terá como referência os 35 anos do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990).

Além desses encontros, o colegiado discutiu a divulgação e a participação em atividades previstas em Roraima, Goiás e Rio de Janeiro nos próximos meses.

Atuação institucional

A litigância abusiva também esteve entre os temas debatidos na reunião. Os integrantes trataram da atuação institucional da advocacia diante de situações que possam afetar o exercício profissional e da articulação com as seccionais da OAB.

Ao final do encontro, Moura reforçou o prazo de 15 de setembro para o envio dos artigos destinados à publicação e informou que exemplares da obra deverão ser distribuídos durante o evento em Mato Grosso do Sul.

Último dia de lote promocional para a 25ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira em Salvador

Termina nesta segunda-feira (31/8) o prazo para a advocacia garantir a inscrição na 25ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira com o valor mais baixo. Até o fim do dia, as inscrições seguem com as condições do 2º lote. A partir de terça-feira (1º/9), a tabela de preços do evento passará por reajuste, entrando em seu lote final de vendas.

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O encontro será realizado no Centro de Convenções de Salvador (BA), entre os dias 23 e 25 de novembro de 2026. A Conferência é tradicionalmente um espaço de debate, atualização técnica e articulação institucional, reunindo profissionais da advocacia, acadêmicos e outros integrantes do meio jurídico.

A programação científica desta edição tem como tema central “Direito e Tecnologia: O Futuro da Advocacia na Sociedade Digital”. Ao longo de três dias, a Conferência sediará 50 painéis focados nos principais desafios e transformações do setor, abordando a aplicação e os impactos da Inteligência Artificial, a defesa irrestrita das prerrogativas profissionais no ambiente virtual, a proteção dos Direitos Fundamentais, as inovações na prática processual e as novas oportunidades de mercado emergentes da era digital.

Com a virada de lote programada para a meia-noite, a inscrição para a advocacia regular passa de R$ 600 no lote atual para R$ 700, a partir de amanhã. Na categoria jovem advocacia, referente a profissionais com até cinco anos de inscrição, o valor sofre reajuste de R$ 400 para R$ 500. A inscrição voltada a estudantes de Direito e profissionais da advocacia com mais de 70 anos é alterada de R$ 350 para R$ 450, enquanto o valor para demais profissionais do mercado passa de R$ 650 para R$ 750 no lote final.

A garantia da vaga com desconto pode ser realizada diretamente pelo portal oficial do evento. Os pagamentos do 2º lote podem ser efetuados via Pix à vista, boleto bancário à vista ou parcelados em até seis vezes no cartão de crédito

Comissão da OAB avança em inclusão e destaca desconto para advocacia com deficiência na Conferência Nacional

A Comissão Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Conselho Federal da OAB avançou em pautas voltadas à inclusão e à acessibilidade na advocacia, com destaque para a concessão de 30% de desconto na inscrição de advogadas e advogados com deficiência na 25ª Conferência Nacional da Advocacia, que será realizada em novembro, em Salvador (BA).

Presidente da comissão nacional, Nancy Segadilha destacou a importância de ampliar a divulgação do benefício para que a informação alcance efetivamente os profissionais que têm direito ao desconto. Segundo ela, a iniciativa representa mais do que uma medida administrativa e está diretamente relacionada à garantia de participação da advocacia com deficiência nos espaços institucionais da Ordem.

“A inclusão não se debate apenas no plano das ideias; ela se consolida em condições concretas de participação. Operacionalizar o desconto de 30% para a advocacia com deficiência na Conferência Nacional é assegurar que o maior evento jurídico do país seja verdadeiramente acessível e representativo de toda a nossa classe”, afirmou.

A comissão temática também reforçou a mobilização de seus integrantes para ampliar a divulgação da iniciativa nos estados e fazer com que a informação ultrapasse os círculos institucionais e chegue diretamente à advocacia com deficiência.

Avaliação biopsicossocial 

Outro ponto de destaque é a avaliação biopsicossocial da deficiência, tema que será abordado em painel durante a Conferência Nacional da Advocacia.

De acordo com Nancy Segadilha, a questão está entre as principais pautas atuais relacionadas aos direitos das pessoas com deficiência. A presidente da Comissão defende a consolidação do modelo biopsicossocial, com avaliação multidisciplinar, em contraposição à análise da deficiência baseada exclusivamente em critérios médicos.

“Paralelamente, a consolidação do modelo biopsicossocial é uma pauta prioritária e urgente. Não podemos permitir que a valoração da deficiência retroceda a visões estritamente médicas. Levar esse debate ao centro da conferência é reafirmar nosso compromisso com a dignidade, com a autonomia e com os parâmetros do Estatuto da Pessoa com Deficiência”, ressaltou.

A comissão também informou ter se manifestado sobre dispositivo relacionado às eleições no Sistema OAB que ainda tratava da avaliação da deficiência sob uma perspectiva médica. A atuação do colegiado buscou defender a adequação ao modelo biopsicossocial.

Setembro Verde

A agenda da Comissão contempla ainda a realização do Setembro Verde, iniciativa alusiva ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro.

A programação será realizada de forma on-line e terá caráter temático, integrando as ações da comissão para ampliar o debate sobre os direitos das pessoas com deficiência.

Segundo Nancy Segadilha, houve avanços na organização tanto da programação de setembro quanto das atividades previstas para novembro. “A pauta da nossa comissão combina a gestão prática de conquistas institucionais com uma atuação firme, trabalhando para que a acessibilidade seja um pilar transversal em todo o Sistema OAB e na sociedade”, afirmou.

 Acompanhamento de pareceres

Outro avanço destacado foi a criação de um mecanismo para acompanhar a tramitação dos pareceres elaborados pela comissão dentro do Conselho Federal da OAB. A ferramenta permitirá monitorar a movimentação das manifestações produzidas pelo colegiado após seu encaminhamento.

Durante as discussões, também foram tratados assuntos relacionados à última sessão do Conselho Pleno e às ações institucionais voltadas aos direitos da pessoa com deficiência. Um tema de repercussão no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também estava previsto para discussão, acabou retirado da pauta diante da impossibilidade de participação do relator.

Para Nancy Segadilha, o conjunto de iniciativas demonstra que a promoção dos direitos das pessoas com deficiência deve estar incorporada de maneira permanente às ações institucionais. “A acessibilidade precisa estar presente desde a organização dos nossos eventos até as normas e decisões que impactam a advocacia. Nosso trabalho é fazer com que os direitos já conquistados tenham aplicação concreta e que a perspectiva biopsicossocial seja efetivamente incorporada às estruturas institucionais”, concluiu.

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Advocacia com deficiência terá desconto de 30% na inscrição da 25ª Conferência Nacional, em Salvador

Comissão de Agronegócio debate impacto de premiações de decisões ambientais na imparcialidade judicial

A Comissão Especial de Direito do Agronegócio do Conselho Federal da OAB debateu os aspectos jurídicos e institucionais relacionados à realização de concursos que reconhecem e premiam decisões judiciais em matéria ambiental. A discussão ocorreu a partir de demanda apresentada por entidades representativas do setor produtivo e teve como foco possíveis reflexos dessas iniciativas sobre a imparcialidade da magistratura, a segurança jurídica e o equilíbrio entre proteção ambiental e desenvolvimento econômico.

Durante a reunião nesta sexta-feira (28/8), os integrantes da comissão avaliaram questões relacionadas a iniciativas promovidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério Público e defenderam que a análise da OAB seja orientada pela Constituição, pela legalidade e pela preservação da independência da atividade jurisdicional.

O presidente da comissão, Maximiliano Ferreira Tamer, ressaltou que a discussão não deve ser apresentada como um conflito entre produção agropecuária e preservação ambiental. Segundo ele, a contribuição da OAB deve partir da defesa do ordenamento jurídico e da aplicação equilibrada das normas.

“A proteção do meio ambiente e o desenvolvimento da atividade produtiva são valores que devem caminhar de forma harmônica. O papel da OAB neste debate é defender a Constituição, a legalidade, a segurança jurídica e as condições necessárias para que o julgador exerça sua função com independência e imparcialidade”, afirmou Tamer.

Imparcialidade e segurança jurídica

Entre os pontos discutidos pelos membros da comissão está a possibilidade de que premiações destinadas a determinadas categorias de decisões judiciais produzam incentivos externos capazes de interferir, ainda que indiretamente, na atuação jurisdicional.

Os participantes ressaltaram que a análise jurídica deverá considerar princípios relacionados à imparcialidade, à paridade entre as partes e à própria função institucional do Poder Judiciário. Também foram levantadas preocupações quanto à utilização de critérios que possam estimular decisões orientadas por determinadas concepções ou resultados, em detrimento da aplicação objetiva do ordenamento jurídico.

“Não se trata de questionar a relevância da pauta ambiental, que é indiscutível e encontra ampla proteção constitucional. A preocupação está em preservar um Judiciário independente, no qual as decisões sejam construídas a partir da Constituição, das leis e dos elementos de cada processo, sem estímulos externos que possam colocar em dúvida a necessária neutralidade do julgador”, destacou Maximiliano Tamer.

Durante o debate, também foram mencionadas situações em que decisões judiciais avançam sobre matérias de natureza técnica, administrativa e regulatória relacionadas ao agronegócio. Para os integrantes da comissão, a previsibilidade na aplicação das normas é elemento essencial tanto para a atividade econômica quanto para a efetividade da própria proteção ambiental.

Desenvolvimento e proteção ambiental

Outro ponto de convergência foi a que inexiste contraposição entre agronegócio e meio ambiente. Os membros defenderam que a manifestação institucional da comissão reconheça a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico como valores constitucionalmente relevantes e passíveis de harmonização.

Leonardo Papp destacou que a defesa da atividade produtiva não significa afastar ou reduzir a tutela ambiental. Durante a discussão, ele ressaltou a importância da segurança jurídica para o desenvolvimento sustentável e para a própria conservação dos recursos naturais.

Rodrigo Kaufmann também chamou atenção para os aspectos constitucionais envolvidos no debate, especialmente para o risco de estabelecimento, por meio de iniciativas institucionais, de uma hierarquia prévia entre valores protegidos pela Constituição.

A comissão discutiu ainda a necessidade de que políticas e iniciativas relacionadas ao Poder Judiciário respeitem as atribuições constitucionais de cada instituição e não acabem deslocando para decisões judiciais questões cuja definição cabe originariamente ao Poder Legislativo ou aos órgãos administrativos competentes.

Parecer

A relatoria da matéria está sob responsabilidade de Samanta Pineda, que deverá consolidar as manifestações dos integrantes da comissão e elaborar uma primeira versão do parecer.

Durante a reunião, ficou definido que os membros encaminharão contribuições por escrito à relatora, com argumentos jurídicos, informações técnicas e elementos institucionais que possam subsidiar o documento. Entre os temas que deverão integrar a análise estão a imparcialidade judicial, a segurança jurídica, os limites institucionais das iniciativas em discussão, a separação de competências e a necessidade de harmonização entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental.

“Queremos oferecer uma contribuição jurídica consistente, sem transformar esse debate em uma disputa entre setores. A OAB tem o dever de olhar para a questão sob a perspectiva constitucional e institucional, defendendo regras claras, segurança jurídica e a imparcialidade que deve orientar toda prestação jurisdicional”, concluiu o presidente do colegiado. 

Após a consolidação das contribuições e a deliberação interna, o posicionamento seguirá a tramitação pertinente no Conselho Federal da OAB.

Comissão Especial de Advocacia Multiportas debate atuação resolutiva e articula evento nacional

A Comissão Especial de Advocacia Multiportas da OAB Nacional se reuniu nesta quinta-feira (27/8) e debateu a responsabilidade da advocacia na escolha do caminho mais adequado para cada conflito. O colegiado, conduzido pela presidente Eunice Schlieck, também iniciou a articulação de um evento nacional para ampliar o debate sobre a atuação resolutiva.

As discussões se concentraram na postura profissional do advogado diante do leque de instrumentos disponíveis — negociação, mediação, atuação extrajudicial e processo judicial —, avaliados sob a ótica das Sete Portas de Conexão: as dimensões racional, emocional, relacional, simbólica, social, contextual e existencial que compõem cada conflito e orientam a escolha da estratégia mais adequada.

O debate reafirmou o servir como princípio central da advocacia multiportas: servir bem o cliente nem sempre significa concordar com o que ele traz, podendo exigir também a imposição de limites. Um dos integrantes do colegiado relacionou o tema à própria trajetória, destacando como as reuniões da comissão o levaram a resgatar leituras filosóficas e a ampliar sua reflexão sobre os casos e sobre o direito como instrumento de controle social.

Eunice Schlieck destacou que a escolha do caminho depende do contexto, dos riscos e dos efeitos de cada estratégia, especialmente em conflitos familiares, casos de bioética e outras situações sensíveis. Os integrantes também defenderam que o advogado preserve a independência técnica diante das expectativas do cliente e evite contribuir para o agravamento das relações, sem assumir emocionalmente o conflito ou estimular comportamentos vingativos.

Outro tema foi o impacto da inteligência artificial sobre a profissão. A tecnologia contribui para atividades burocráticas e para a qualidade formal de petições e defesas, mas essa mesma facilidade pode estimular a judicialização por profissionais sem conhecimento aprofundado da matéria. Por isso, habilidades como oralidade, diálogo, articulação institucional e compreensão do contexto tendem a ganhar ainda mais relevância.

Como encaminhamento, a comissão começou a reunir sugestões para a realização de um evento nacional sobre advocacia multiportas, com foco em experiências concretas, atuação em crises e as transformações provocadas pela inteligência artificial.

OAB celebra 13 anos de Rogerio Schietti no Superior Tribunal de Justiça

O ministro Rogerio Schietti Cruz completa, nesta sexta-feira (28/8), 13 anos no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Para marcar a data, o Conselho Federal da OAB presta homenagem ao magistrado, que tomou posse na Corte em 28 de agosto de 2013, em vaga destinada a membro do Ministério Público.

“O ministro Rogerio Schietti construiu no STJ uma trajetória de contribuição à jurisprudência brasileira, especialmente na área criminal, em que suas decisões enfrentam temas diretamente ligados às liberdades e ao direito de defesa. A advocacia reconhece esse trabalho e o respeito ao papel que exerce na administração da Justiça”, afirmou o presidente nacional da OAB, Beto Simonetti.

O presidente interino do Conselho Federal da OAB e diretor-tesoureiro da entidade, Délio Lins e Silva Júnior, destacou a relação do magistrado com a advocacia. “O ministro Schietti tem demonstrado respeito pela advocacia e pela função que ela exerce no sistema de Justiça. Esse reconhecimento é especialmente importante para nós, porque o pleno exercício da defesa depende também da compreensão do papel constitucional dos advogados e advogadas. Em nome do Conselho Federal, cumprimento o ministro por esses 13 anos de atuação no STJ”, afirmou.

O vice-presidente do Conselho Federal da OAB, Felipe Sarmento, destacou o percurso profissional de Schietti. “O ministro Schietti levou ao STJ a experiência de muitos anos de atuação no Ministério Público e construiu, na Corte, uma atuação muito ligada à área criminal. São 13 anos participando de decisões que ajudaram a formar a jurisprudência do Tribunal. É uma história que merece o reconhecimento e os cumprimentos da advocacia brasileira”, afirmou.

Marcus Vinicius Furtado Coêlho, membro honorário vitalício, procurador constitucional e presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais do Conselho Federal da OAB, destacou a atenção de Schietti às garantias constitucionais em sua atuação no STJ. “O ministro Schietti tem uma atuação atenta aos direitos fundamentais, especialmente às garantias que protegem o cidadão diante do poder do Estado. Esse olhar para a Constituição, para o devido processo legal e para o direito de defesa é uma contribuição importante de seu trabalho no Superior Tribunal de Justiça”, afirmou.

Trajetória

Rogerio Schietti Cruz tomou posse no STJ em 28 de agosto de 2013, na vaga aberta com a aposentadoria do ministro Cesar Asfor Rocha. Antes de chegar ao Tribunal, integrou o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), onde ingressou como promotor de Justiça em 1987 e tornou-se procurador de Justiça em 2003.

No STJ, passou a integrar a Sexta Turma e a Terceira Seção, colegiados especializados em direito penal, área na qual desenvolve sua atuação na Corte.

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